
Nas linhas do telefone,
Negras e pequeninas,
De longas viagens descansam
Encantadoras andorinhas.
Enquanto descansam, escutam...
Segredos, quem sabe lá!
Mas a ninguém nada contam.
Discretas como elas não há.
De repente, no céu esvoaçam.
O que faz assim esvoaçar?
Acabou a conversa nos fios...
E elas vão comentar?
Talvez não, que anoitece.
Não podem o tempo desperdiçar.
Há ninhos pra fazer,
Ninhos pra retocar
E filhos pra criar.
Não tarda que chegue o dia
De terem que abalar.
05/2005