É manhã, bem cedo!
E já a mulher
Que vende o corpo,
A prostituta sem nome
Busca clientes,
Passeando nervosa
Na berma da estrada.
É cedo!
E já a mulher
De má vida apregoa,
Sem sabedoria nem beleza,
Em gestos e olhares
Mal disfarçados,
Os seus pobres dotes
Já velhos e cansados.
Um refúgio
Escondido na mata
Será a sua cubata.
Ou talvez um canto
De uma cabana abandonada.
Ou, então, o assento
De trás de um carro
De um triste qualquer,
Que procura consolo,
Inda que no corpo miserável
De uma pobre mulher.
E em qualquer
Buraco escondido,
Fora ou dentro da mata,
A mulher de má vida
Venderá o seu corpo
Por um pouco de prata.
Setembro 2005
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Reflexões sobre casos da vida
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