Quando passo
Na estrada
Que me inspirou
O poema
Da prostituta malfadada,
Olho p’ra berma
E sempre reparo
Se, na mesma pedra,
Ela está sentada.
E ela, ou uma outra qualquer,
Lá continua, de pé ou pousada,
Olhando desconfiada
O movimento da estrada.
Não digo nada.
E tento adivinhar
Calada e pensativa,
Qual a razão de
Tão estranha forma de vida.
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