Nas palmas das minhas mãos
Eu procuro a minha sina.
Suas linhas são uma ilusão,
E apenas nelas leio
O que fui em menina.
Não fico convencida
E continuo a procurar.
Ao sol, à chuva, ao vento,
A todo e qualquer elemento
Que do assunto sabe tratar.
Videntes e charlatães,
Mágicos e futuristas,
Com todos fui falar.
Mas ninguém acertou
E continuei sem saber,
Como do destino tratar.
O futuro é coisa incerta
E difícil de adivinhar.
Mais vale a vida viver
Sem o destino questionar.
O sonho faz parte da vida,
É bom o melhor desejar.
Mas a ambição desmedida
Também nos leva a errar.
03/2005
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