Há roupa por todo o lado:
Nas cordas a secar,
No balde p’ra lavar,
No cesto p’ra passar,
Na máquina p’ra estender,
Pois não pára de chover.
E a mulher,
Com gestos de raiva
Mal contida,
Sempre a girar,
Sempre a girar,
Escada abaixo,
Escada acima.
Odeia confusão.
Mexe-lhe com a emoção.
É que jamais
Aprendeu a lição do
“Deixa andar,
Senta-te num canto,
Até a raiva passar”.
Mas o sol
Há-de ter pena
Da pobre coitada.
E voltará brilhar.
E, num repente,
Toda a roupa
Estará no seu lugar.
Ping… ping...
Canta a chuva
Miudinha.
Toc, toc...
Escada abaixo,
Escada acima,
A mulher galga
Em passos de menina.
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